
Era uma rosa,desbotada e murcha,mas ainda assim não deixava de sê-la.
Suas pétalas pesavam e seu vermelho escarlate agora se transformava em um marrom sem vida. Não era notada no jarro onde estava,mas era observada minuciosamente por alguém do outro lado da sala.
Sua observadora descruzou os braços, tombando a cabeça num gesto delicado e praticamente calculado.Não conseguiu esconder as lágrimas que rápidas, fugiram por seu rosto molhando os lábios secos de raiva.
E num murmúrio qualquer,contrariou profundamente a ideia de jogar aquela flor fora dando-se conta que novamente enchera o jarro com água fresca.Sabia que ali alimentava um sentimento que há muito tempo morrera, mas quebrar a ordem natural dos fatos jogando-a fora seria como cometer um crime, exterminando o pouco de vida que ali restava.
E continuaria a alimentá-la até que restassem apenas farelos sem nenhum significado,na vã esperança de que o sumiço da rosa,também sumisse com seu coração partido.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
A rosa
Postado por Isabella às 19:33 8 comentários Links para esta postagem
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Recado
Oie! Tudo bem?
Hoje quero fazer um pedido para vocês, nada muito complicado,somente que visitem o blog da minha irmã.Ela está me cobrando muito pra eu divulgar aqui (irmãos mais novos ¬¬), ela tem 10 anos e eu sinceramente não sei sobre o que ela vai postar,mas o primeiro post ficou engraçado.
Eu e ela agradecemos se você seguir ;)
Clique AQUI para conhecer o blog.
Beijos! ;*
Postado por Isabella às 19:18 2 comentários Links para esta postagem
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Cores,giros e saudades.

Sinto um cheiro conhecido no ar, como se gotículas de perfume me trouxessem você de novo.Posso ver seu rosto a uma distância quase tangível com um sorriso escorrendo por entre os lábios.
Sinto o toque da suas mãos em meu braço e vejo em detalhes o modo como as cores de seus olhos oscilam sob o sol. Azul, verde. E sinto-me perdida em seu olhar caledoscópico a fim de fazer parte dessa brincadeira de matizes cheia de vontades perigosas.
Logo, não tenho medo de me aventurar ao desconhecido e dançar sobre o fogo.
E essa tão estranha vontade me faz apertar meus braços ao redor de seu pescoço sem medo do sofrimento arrependido que sempre me atormenta.
Meus pés literalmente não tocam o chão enquanto giramos e tudo ao meu redor se esvai em gargalhadas;cores que me deixam tonta e se transformam em irreconhecíveis borrões que somem rápido demais se tornando o nada. O que provoca em mim o desespero e a revolta e assim-finalmente-a convicção,me fazendo esfregar os olhos, constatando a dura realidade de estar deitada em uma cama sem ninguém ao meu lado.
Postado por Isabella às 21:40 0 comentários Links para esta postagem


